sabes do primeiro sopro?
da inspiração que finda num suspiro
rasgando a densidade que rodeia o ar?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração.
(A.R.R.)
domingo, 26 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
toco, cera, cone

O que eu vejo é distorcidbo; é multiplicado;;; borrrrrado. As minhas lentes são mágicas e agora me dizem que isso não tem nada de fantástico: é uma doença. UMA DOENÇA. Por que insistem em calcular o meu desvio? Por que não consigo com que vejam alguma nobreza nas minhas imperfeições? a singularidade está toda ali, não está? no meu sino dobrado, nas minhas cicatrizes grosseiras do pulso, peito e pernas. Existe harmonia na deformidade que alcança o espelho e por isso alguns me elogiam. Eu queria gritar Não gosto, não gosto, mas o meu sorriso e gentileza diante da lisonja me traem. Porque nada é aquilo que me dizem. mas também nada é isso que pareço ser. acho que a verdade não tem foco.


