quarta-feira, 19 de agosto de 2009

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009






(ilustração: m.k.)







caro Deus,

gostaria de saber se isso é uma piada cósmica ou algo do gênero. se não for o caso, trata-se de uma alucinação ou ele realmente existe?

atenciosamente.

Tua amiga,
priscila.






segunda-feira, 27 de julho de 2009




Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas


Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio


Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação


Não posso adiar o coração.


(A.R.R.)




domingo, 26 de julho de 2009

Ele tinha sangue nos óculos quando saiu do elevador. Era marrom e por isso achei que fosse  barro ou alguma outra sujeira qualquer. Não, droga, é sangue mesmo... Seco. Tava trabalhando até agora. Empresta um pano, por favor! Será que ele sente prazer cortando as pessoas? Será que ele sente? Senta. Preciso escovar os dentes e colocar um casaco. A bolsa está morna, é melhor aquecer mais água pra inflar a borracha. Céus, nada parece aguentar a sutileza dos teus passos de elefante: Ela estourou. Tudo que é teu é assim, não é mesmo? Não se vaza, não se rasga, não se pinga: sexplode. A água quente acabou encharcando aquele tapete velho e diluindo a sujeira abrigada sob a poltrona. tu há de secar tudo em três minutos ensopando outras quatro toalhas – mas só após reconhecer que o problema não se resolveu por si. Tu sabe o quão detestável é isso, não sabe? Olha, olha. Olha só! Esse vapor condensado de água recém fervida dá vontade de respirar mais fundo... Posso ver o ar improvisando uma bela coreografia pras fossas. Ah, esqueça isso. Está tarde, vamos sair. Hoje, tu é minha convidada! Vamos. Estou faminto.

sábado, 25 de julho de 2009




toco, cera, cone



O que eu vejo é distorcidbo; é multiplicado;;; borrrrrado. As minhas lentes são mágicas e agora me dizem que isso não tem nada de fantástico: é uma doença. UMA DOENÇA. Por que insistem em calcular o meu desvio? Por que não consigo com que vejam alguma nobreza nas minhas imperfeições? a singularidade está toda ali, não está? no meu sino dobrado, nas minhas cicatrizes grosseiras do pulso, peito e pernas. Existe harmonia na deformidade que alcança o espelho e por isso alguns me elogiam. Eu queria gritar Não gosto, não gosto, mas o meu sorriso e gentileza diante da lisonja me traem. Porque nada é aquilo que me dizem. mas também nada é isso que pareço ser. acho que a verdade não tem foco.








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No asfalto
, as pequenas folhas amarelas seguem o curso da quadra entre um semáforo e outro da larga avenida. Ultrapassam as faixas, driblam os carros, envolvem os pedestres. Distração e tanto.