quarta-feira, 8 de outubro de 2008




"(...) o homem livre é aquele que se conhece, mas que se conhece numa nova direção"

(mimeo.)






caro homem muro:

sem essa de aleatoriedades. racionalmente, elas existem, sim (e as tuas, sobretodas, são as mais legais). mas, não -- elas não existem! as aleatoriedades, quaisquer, NUNCA são completamente aleatórias. e isso não é nenhuma novidade desde o século passado. sendo assim, quando é que tu vais tirar um tempo para se pensar e encarar isso, hein? de que adianta tanta resistência? que merda de vida é essa?

afetuosamente,
mulher cerca_____viva.




terça-feira, 23 de setembro de 2008





no limite. eu atingi o meu limite. chega de vertigem. eu tenho um limite afinal. eu me joguei. de costas. de olhos e punhos fechados. mas pulei. eu tenho um limite. elástico. filosófico. relativista. mas um limite. eu gosto de ti. eu tento gostar de ti. só de ti. e consigo. e... eu gosto muito de ti. e não espero nada em troca -- pela primeira vez. nada. nenhuma expectativa. mas eu tenho um limite. eu descobri o meu limite. eu morro de tesão por ti. intelectual, físico... esse, não tem limite. eu entendo o teu tempo. a tua confusão. timidez. melancolia. mas o limite, ele existe e eu o tenho. será que tu tem limite? qual seria o teu limite? teria passado o teu limite e nem percebido? por favor, não seja o misterioso homem que desaparece. seja aquele que dá um pé na bunda. simples, direto. honesto e elegante.






quinta-feira, 11 de setembro de 2008

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

quinta-feira, 4 de setembro de 2008



nailed

Eu_____foria cravou um prego no meio da cara por _____. mas também para nunca cair em tentação (e crer) caso alguém sussurrasse: "que bonita!".
as pessoas, então, fitavam-na e sentiam asco. dor. horror. e, quando a elogiavam, tratava-se do prego.
não mais precisava ser bonita, embora -- para alguns -- às vezes, fosse.
Eu_____foria feliz.


(seis letras ocupavam muito espaço no universo dos nomes.)




quarta-feira, 3 de setembro de 2008



às traças

as traças

á vidas
devoram os livros
assim como eu
que traço

as traças

comem informação
e não gospem
conhecimento,
como eu,
que cago
mas

as traças

nem todas
traças
são traçadas

como

as traças

que traçam
papéis de bala
e notas
de futilidades
que guardam

as traças

que traço
imundas
se desfazem
no meu teclado

(às traças)


sábado, 23 de agosto de 2008



http://ainerciadealice.blogspot.com/



cada ponto,
uma migalha da letra.

dos autores

aqueles que as embaralham,
dinamizam em coreografias de palavras.

ritmadas

em allegro,
um belo adágio.

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a natália queria ser mais eu.
eu
só queria ser mais natália.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008




à
inércia de alice sem natália nunca foi:

é teu aniversário e mal consegui estruturar uma piadinha na tua página de recados. não se trata de descaso ou falta de inspiração. é amor demais, entende?! desses que não se medem pela linguagem; desses que expressam mais que aquilo que está nos livros ou nos filmes que a gente gosta ou pira em cima. um amor que me é tão caro. bonito, maduro, constante. e só faz crescer.

mas também
à
natália com inércia sempre alice:

... quando tu acorda verde. vira pó. ou faz questão que eu ouça o coro da letônia: eu te amo. quando tu me abraça. a gente ensaia. ou vira uma camiseta suja na máquina de lavar: eu te amo. quando tu tá lacônica. chulezenta. ou com dor de barriga: admito... eu amo também.

sem etiqueta,
embalagem
ou fórmula

te amo assim. da maneira que eu sei e acredito. e não, não é o convencional das declarações dentro.do.olho.dentro, mas é amor. muito amor.

que tu SEJA
sempre

é o que te desejo hoje.

um beijo,

priscila.