segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

De volta às noites de segunda-feira nas redondezas
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- Isso no teu óculos é um esparadrapo?
- Aham. É um band aid da Hello Kitty.
- Mmmm... Eu continuo te amando mesmo assim. Ó, experimenta esse pão, é doce.
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o melhor abraço. a melhor companhia.
(meu melhor amigo está aqui. <3 )

domingo, 24 de fevereiro de 2008

*republicando para comprovar uma teoria especulativa.


Várias mortes, um transe e uma vida.
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Há dois assuntos pelos quais sou realmente obcecada por: amor e morte.

Eu gosto de gostar (e muito). Quando eu não gosto, não vivo: sobrevivo. As paixões são o meu pulmão, o meu impulso. O amor, minha devoção.

Com as separações, definitivamente, não sei lidar. Os amigos vivem me chamando para despedidas disso ou daquilo - nunca vou. Com a morte, então - que envolve ritos de passagem e desencadeia uma infinidade de questionamentos e reflexões -, é ainda mais complicado. No entanto, desde o nascimento, a minha única regularidade é morrer muitas vezes. De amor, de tesão, de saudade. De chorar, de rir, de odiar... Simbólica ou não, a morte anda me cercando e eu tenho pensado sobre epitáfios.

[quebrei aqui]

Meu aniversário de vintetrês anos é em, aproximadamente, três semanas. Se eu morrer de morte morrida, isso deve ocorrer daqui uns cinqüenta anos. Meio século. Poxa, meio século. Tanta coisa mudou na segunda metade do XX. Será que a morte ainda será a mesma em cinqüenta anos?
Não interessa como estarei: embalsamada, mantida em nitrogênio líquido, cremada ou ____. Quero um túmulo bem bonito. Quero meu epitáfio com imagem e som. Um poema do Poe. Poderia ser The Lake, com a música homônima do Antony and the Johnsons e com imagens que me mantivessem viva - como a vista de Porto Alegre emoldurada pela janela do nono andar. Um filme sendo repetido ad infinitum, como aquela instalação do Tunga na Bienal de uns anos atrás - que mostrava a imagem do interior de um túnel acompanhada pela música Night and Day do Frank Sinatra, ambas sendo repetidas à exaustão, passando a idéia de continuidade, cirularidade e atemporalidade.

Simples assim. Várias mortes. Um transe.
E uma vida.

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The Lake

In spring of youth it was my lot
To haunt of the wide world a spot
The which I could not love the less -
So lovely was the loneliness
Of a wild lake, with black rock bound,
And the tall pines that towered around.
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But when the Night had thrown her pall
Upon that spot, as upon all,
And the mystic wind went by
Murmuring in melody -
Then –ah then I would awake
To the terror of the lone lake.
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Yet that terror was not fright,
But a tremulous delight -
A feeling not the jewelled mine
Could teach or bribe me to define -
Nor Love – although the Love were thine.
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Death was in that poisonous wave,
And in its gulf a fitting grave
For him who thence could solace bring
To his lone imagining -
Whose solitary soul could make
An Eden of that dim lake.
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(Edgar Alan Poe)

me and you and everyone we know

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

. eu ainda te amo
. é sempre amor mesmo que mude
. o meu não mudou
. o meu, sim - era isso ou a demência .

(aquilo ali é um ponto)
Estranhas Ocupações
Simulacros

"Somos uma família estranha. Neste país onde as coisas se fazem por obrigação ou fanfarrona, gostamos das ocupações livres, das tarefas sem importância, dos simulacros que de nada adiantam.
Temos um defeito: a falta de originalidade. Quase tudo o que resolvemos fazer foi inspirado – digamos francamente, copiado – de modelos célebres. Se contribuímos com alguma novidade é sempre inevitável: os anacronismos ou as surpresas, os escândalos. Meu tio mais velho diz que nós somos como as cópias de papel-carbono, idênticas ao original, salvo que de outra cor, outro papel, outra finalidade. Minha terceira irmã se compara ao rouxinol mecânico de Andersen; seu romantismo dá náuseas.
Somos muitos e moramos na Calle Humboldt.
Fazemos coisas, mas contar é difícil porque falta o mais importante, a ansiedade e a expectativa de estar fazendo coisas, as surpresas tão mais importantes que os resultados, os fracassos em que toda família cai no chão feito um castelo de cartas e durante dias e dias não se escuta mais do que lamentações e gargalhadas. Contar o que fazemos é apenas uma forma de preencher os vazios inevitáveis, porque às vezes estamos pobres ou presos ou doentes, às vezes morre alguém ou (custa dizê-lo) alguém trai, renuncia, ou entra para a Direção do Imposto de Renda.(...)"
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el grand J.C.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008


(as minhas bobagens - e a quarta-feira - começam aqui. )

sempre na primeira pessoa
sempre a primeira pessoa.

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Queria comentar acerca (mas tenho preguiça):

10) da Aline Wanessa, a Nazaré Afro do Madre Pelletier (na época da pesquisa do ODH);
9) do aquecimento das paredes frias do novo apartamento e da fase que dormia no chão da sala, num cantinho;
8) das duas solidões acompanhadas que vi ali na rua da República noutro dia;
7) de como não me sinto sozinha no banho porque enxergo os outros prédios;
6) das tabas e das canastras no Gaspar (e das gargalhadas sobre o caso da mulita);
5) de como guardo mágoa de caboclo e estou puta com dois ou três;
4) das podridões do sistema bancário e da minha moratória;
3) dos porquês das deleções dos posts, dos perfis e da vida;
2) da falta que sinto de ficar calada enquanto o marcelo fala pelos cotovelos;
1) das distribuições espaciais e o poder que têm sobre mim.

(estou mais para a contemplação que para qualquer outra coisa.)
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P.S.: Ainda há tempo?!
Teu cheiro, teu gosto
faltam em mim.
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