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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009





Credo. vai dormir que tu ganha mais. tomara que eu me engane mesmo. quem precisa de retardado?

maria t., minha supermãe (e seu inconfundível pragmatismo).
mensagem de texto recebida no celular às 00h49 de hoje.





terça-feira, 23 de dezembro de 2008




ainda

eu só fico bem quando não estou aí.
se tu não estás aqui, fico mal.

aí vou pra lá.

aqui e lá não são aí.
aqui, lá e aí poderiam ser
[se quiséssemos].

onde é que estou afinal?

q l ´inexistem
sem as tuas vogais.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008




no oceano,

O nível da água subia. E subia. E subiam as escamas. E a água se misturava e -- impiedosamente -- invadia a carne. Choques na espinha (de frio). E vontade. E vontade. de sacudir a cauda de peixe e escondê-la entre as pernas. E vontade. De partir. Mas as pernas dobravam na cauda. EUm caldo. Eu. for ia fog a da. fog ou. Se.




terça-feira, 2 de dezembro de 2008




- Fireball!

Foi a única palavra que conseguiu pensar enquanto ainda estavam abraçados. Sentia o calor se formando no centro, envolvendo-lhe cada fibra muscular até as extremidades do corpo, proporcionando uma sensação jamais experimentada. Não foi necessário mais que alguns minutos para reconhecer o potencial viciante daquela droga selada pelo encontro em duo. Resignou-se. Ciente da vulnerabilidade àquele princípio, passivamente, aceitou a mudança de cor. Eu____foria tingida de novo (ao menos, era o que denunciava a imagem alaranjada refletida nas gotas d’água sustentadas pelo azulejo do banheiro).





sábado, 22 de novembro de 2008





essa sensação de estar morrendo em veneza, conheço bem.

(ah, essa vontade contida... será que eu agüento?!)





terça-feira, 18 de novembro de 2008




as palavras são o meu único bem.


é só o que eu tenho a ofertar ao mundo -- e o que posso levar dele.
é o meu maior tesouro. aquele que me é mais caro.
e eu sei disso desde pequena.

minha mãe ficava louca porque eu recortava e guardava os verbetes dos dicionários, das enciclopédias -- mesmo sem saber ler (e assim continuei após, até ela descobrir e me repreender). era algo que me emocionava mais que comprar figurinhas do Amar É ou do Alladin que eu gostava bastante à época e funcionava como moeda de troca na infância.

por isso me magoa muito quando as pessoas me interpretam mal ou ficam indiferentes ante o que escrevo, fazendo pouco caso.
sabe, eu não me comunico direito. tropeço nas palavras, me engasgo. eu preciso da escrita para me organizar, deixar o meu pensamento fluir.

quando eu gosto, leio.
quando estou bem, escrevo.
sem um ou outro, surto.
é fato.

(e aí não tem ansiolítico ou anestésico intravenoso que resolva -- basta voltar ao meu histórico de hospitalizações.)

2007 foi o meu pior ano. além de, praticamente, não me comunicar através da fala, não conseguia escrever também. nada. nenhuma linha. parecia que eu tinha mergulhado em mim atada a uma corrente de ferro... daquelas, com uma esfera na ponta. e eu só caía. nada de chegar ao fundo do oceano, tão pouco de emergir.

mas, agora, estou aqui.
cada um desses traços, desses pontos, dessas coisas repletas de sentidos me levam de volta ao lugar de onde vim, ao mesmo tempo que me guiam para onde quero chegar.

é só isso:
as palavras são o meu presente!




P.S.: há expressão mais bonita que "te dou a minha palavra"?

P.S.2: seu cretino!




quinta-feira, 13 de novembro de 2008





passeando pelo concreto cem cintos


sim.
sim___to
sim___tonia [as]
sim___co
..m___ti [go]
sim.

sim.

[sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim. sim.]





segunda-feira, 10 de novembro de 2008




7. e quando cansamos de tudo. Quando cansamos de tudo foi que conseguimos que os pássaros voassem. À noite anterior encontramos a fórmula do vôo, e era banal, e cada um ensinou ao outro que a altura não é altura, que um homem que prende pássaros não sabe vê-los: soltamos as aves de verdade, prendemos as de arame. Abríamos cada gaiola, abrindo, no mesmo abrir, a porta de nossas casas. Pássaros foram saindo, fazendo o bonito barulho das penas. A alguns, necessário era a ajuda de nossas mãos para que acreditassem que estavam mesmo livres. Muitos pássaros haviam morrido e, mesmo aqueles que estavam secos, pareciam, pois, mais livres que nós. Vontade de morrer, aquela vontade nova que começávamos a sentir. Como nuvem carregada, eles foram enchendo o pavilhão. "Se chover pássaro, eu quero tomar banho pra me sentir livre", alguém teria falado, ou todos nós, ao mesmo tempo (...)".

A.M.










u
n
i
ver
soul

travelling

on each____other.





sexta-feira, 24 de outubro de 2008

tum tum

sei que estou encrencada quando passo a madrugada na cia do walt whitman e assemelhados.
e lá vamos nós outra vez... "falhar novamente. falhar melhor"______ tentar ao menos.




We Become New
(marge piercy)

(...)

You are not my old friend.
how did I used to sit
and look at you? Now
though I seem to be standing still
I am flying flying flying
in the trees of your eyes.