sábado, 23 de agosto de 2008



http://ainerciadealice.blogspot.com/



cada ponto,
uma migalha da letra.

dos autores

aqueles que as embaralham,
dinamizam em coreografias de palavras.

ritmadas

em allegro,
um belo adágio.

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a natália queria ser mais eu.
eu
só queria ser mais natália.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008




à
inércia de alice sem natália nunca foi:

é teu aniversário e mal consegui estruturar uma piadinha na tua página de recados. não se trata de descaso ou falta de inspiração. é amor demais, entende?! desses que não se medem pela linguagem; desses que expressam mais que aquilo que está nos livros ou nos filmes que a gente gosta ou pira em cima. um amor que me é tão caro. bonito, maduro, constante. e só faz crescer.

mas também
à
natália com inércia sempre alice:

... quando tu acorda verde. vira pó. ou faz questão que eu ouça o coro da letônia: eu te amo. quando tu me abraça. a gente ensaia. ou vira uma camiseta suja na máquina de lavar: eu te amo. quando tu tá lacônica. chulezenta. ou com dor de barriga: admito... eu amo também.

sem etiqueta,
embalagem
ou fórmula

te amo assim. da maneira que eu sei e acredito. e não, não é o convencional das declarações dentro.do.olho.dentro, mas é amor. muito amor.

que tu SEJA
sempre

é o que te desejo hoje.

um beijo,

priscila.


sábado, 19 de julho de 2008





meu amor não é perfeito

amor perfeito é nome de planta do jardim da casa da mãe. ou da música do deschamps. ou do conto do altair. ou algo que se degusta em restaurante de elite com um vinho branco caro. uma violácea dessas que não atingem a altura de uma régua escolar. de flor única. e breve. deveria se chamar amor platônico. já vi cultivarem em floreira de apartamento e não dar certo. meses esperando o broto ideal e... uma lástima. me disseram que o interessante é ir apanhando as sementes pelo caminho e ver no que é que dá - resistir àquelas mecanicamente separadas e rotuladas em saquinhos coloridos vendidas no supermercado. encher as mãos. ambas. jogar tudo na terra. observá-las despontar cada uma a seu tempo até ficarem iguais nas suas diferenças. contemplá-las. até que se arranjem em um belo buquê aristotélico.







Cotidiano?







Vídeodança do Provisório Corpo.


(o próximo espetáculo tem previsão de estréia em outubro.)




quarta-feira, 16 de julho de 2008





"Priscila, tu acha que eu sou o teu capacho?", como dizia a minha mãe.




... mas esses daqui são:




quarta-feira, 9 de julho de 2008







(...)
Et je crie
Je crie pour toi
Je crie pour moi
Je te supplie
Pour toi pour moi et pour tous ceux qui s'aiment
Et qui se sont aimés
Oui je lui crie
Pour toi pour moi et pour tous les autres
Que je ne connais pas
Reste là
Lá où tu es
Lá où tu étais autrefois
Reste là
Ne bouge pas
Ne t'en va pas
(...)



Cet amour, de Jacques Prévevert